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Bahia tem mais de 5 milhões de consumidores endividados, diz Serasa

Por Redação JCS
04/11/2026 • 12h07
Bahia tem mais de 5 milhões de consumidores endividados, diz Serasa
Foto: Reprodução

O ano se encaminha para o final, mas o que não parece ter encerramento visível é o endividamento dos brasileiros. Pelo contrário, o que os dados mostram é um aumento expressivo em 2026. Em setembro, o Brasil, que possuí mais de 214 milhões de habitantes, atingiu a marca de 84,2 milhões de pessoas com contas em atraso, de acordo com o Mapa de Inadimplência e Negociações de Dívidas do Serasa.

Esse é o maior dado já registrado na série histórica e mostra ainda um aumento de 6% com relação aos inadimplentes em setembro de 2025 e atinge 34,17% na comparação com 2020. A Bahia, por sua vez, ostenta a 4ª população mais inadimplente do país, com 5.265.506 pessoas, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Somando todos os valores devidos em setembro, segundo o Serasa, a população baiana tem uma dívida de R$ 6,22 bilhões. Nacionalmente, o volume salta para R$ 597,4 bilhões. A nível de comparação, a dívida dos brasileiros é maior que o Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia em 2025, que foi de R$ 536,7 bilhões segundo dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Quem são os “culpados”

Segundo o economista Edval Landulfo, a culpa pelo endividamento se divide entre gastos com cartão de crédito, dívidas com instituições financeiras e contas básicas como água e luz. Porém, as motivações para esse atraso ou não pagamento são mais abrangentes. “O primeiro fator são os juros elevados e o crédito caro. Então, se você não paga o saldo devedor do cartão de crédito, isso vai crescer rapidamente e transformar esses pequenos atrasos em uma bola de neve incontrolável”, explica. Ele lembra ainda de outras pressões sobre o custo de vida, como a alimentação, transporte e moradia.

Os dados do Serasa apontam que as dívidas com bancos e cartões de crédito concentram 27,16% do total. Em setembro, pela primeira vez, as financeiras assumiram a segunda posição no ranking, passando de 20,14% para 20,66% de participação; já as contas básicas representaram 20,32% das dívidas no período.

Apesar da assinatura da Medida Provisória que proibiu e derrubou as plataformas de apostas on-line, conhecidas como “bets”, o levantamento ainda considera os impactos dos vícios em apostas no orçamento das famílias; um problema que, segundo o presidente do Corecon, “drenou parcelas significativas da renda das famílias de menor poder aquisitivo”.

Ao somar o cenário de um dinheiro a mais com as promoções de final de ano e a proximidade da Black Friday, que acontece em 27 de novembro, o especialista aponta que há uma “pressão” pelo consumo que acaba sendo um problema para aqueles que já estão endividados, visto que há uma preocupação maior em comprar os “presentes” e itens da ceia natalina, ao invés do pagamento de compromissos já adquiridos.

Segundo o especialista, a melhor forma de se evitar problemas financeiros é evitar gastar todo o 13º salário com novas dívidas ou compras: "Eu diria uma regra de 50% para o 13º. Então é destinar pelo menos metade dessa renda extra para abater dívidas caras, cartão de crédito, empréstimo ou reservar para contas de janeiro, utilizando o restante para os festejos. Isso aí seria ideal para quem tá endividado".

Além disso, outras estratégias como “delimitar um teto de gastos para presentes” e “dividir a compra dos itens da ceia entre os familiares para reduzir o custo individual” são alternativas para que as festas não saiam com um gosto salgado e um peso a mais no bolso do brasileiro.


Fonte-Trechos: *Correio

Crédito: Reprodução

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